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My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

Experienciei talvez a pior das sensações que já senti enquanto mãe

Fim de tarde, estava sol e saímos para o jardim para aproveitar o bom tempo antes de jantar.No jardim andavam mais uns quantos miúdos com as respectivas mães.

O Tiago e um desses miúdos travaram conhecimento e brincavam, até que esse mesmo miúdo atirou com algo ao Tiago que parecia ser uma folha. Desvalorizei por pensar que a criança não repetiria a proeza.

Mas repetiu, repetiu e foi com algo que magoou o Tiago. Ele saiu de lá a correr para os meus braços a chorar e o meu coração despedaçou-se.

Deveria ter afastado o Tiago daquele miúdo assim que lhe atirou com algo? Deveria ter saído dali imediatamente?
Questionei-me e ainda me questiono se fiz o que devia naquela altura, se não poderia ter feito melhor enquanto mãe e evitado a situação, evitado que o Tiago tivesse sido magoado.
A verdade é que são crianças e que nem sempre têm noção plena do que fazem e não conseguimos prever as ações que vão ter, nem as dos outros nem sequer as dos nossos.
No final desse dia, já depois de o ter deitado, a emoção/angústia veio toda ao de cima e chorei, chorei baba e algum ranho e desabafei com o Rui o que me ia no coração. Tal como alguns de vocês, eventualmente, ele relativizou a situação e falámos um pouco sobre o que devíamos fazer e trabalhar daqui em diante com o Tiago, para que ele, não sendo o mau da fita, não seja o miúdo que se deixa bater/influenciar negativamente.

O meu coração de mãe não aguenta pensar que poderão haver dias em que ele estará a enfrentar situações destas e que eu, naturalmente, não estarei por perto para o proteger. Não que isto seja necessariamente mau, pois espero que ele aprenda a defender-se.

Ainda me vem outro pensamento à cabeça. Será que o Tiago me irá contar sempre que estas situações lhe aconteçam?

Será que me irá pedir ajuda para lidar com os sentimentos que essas situações lhe trarão? 

E o que posso eu fazer quanto a isso?
Como o posso ensinar a defender-se dos bully desta vida que lhe hão-de aparecer pela frente?
Que tipo de formação é preciso para educar crianças conscientes do espaço delas e do que devem fazer quando alguém lhes invade o espaço de forma negativa?


Percebi que vou ter de investir mais tempo a fazê-lo entender que tem de ser:
Consciente de si próprio, de forma a compreender qual o espaço que não deve deixar que os outros invandam.
Consciente de que não são apenas as aparências que definem o outro ou a si próprio, e que muitas vezes, demasiadas vezes, as aparências iludem.
Consciente de quais são as alturas em que deverá dizer: não! basta!
Consciente de que sendo todos tão diferentes, essas diferenças nos tornam a todos únicos e tão merecedores de igual respeito.
Consciente para aceitar que há o bem e há o mal, saber distingui-los e lidar com eles.
Consciente para se saber defender sem violência.

Ainda hoje, a esta hora, a sensação de alguma impotência para evitar que o Tiago possa passar por situações menos positivas, me consome. Mas não serão essas as situações pelas quais ele terá de passar para aprender a ser, estar e agir?


Cá estarei para ele, para o amparar sempre que me vier pedir colo por se sentir triste, lhe ensinar a ver o mundo de olhos bem abertos e a aproveitar tudo quanto o mundo tem para lhe dar, lhe dizer que é o filho mais lindo do meu mundo e que ninguém nunca lhe poderá dizer o contrário!

Questiono-me demasiado? Talvez! Sou mãe, mãe galinha, mãe helicóptero, mãe tigre, denominem isto como tenha que ser. Sou mãe e preocupo-me. Diz que é isto que mais nos carateriza a todas e nos torna tão iguais, mesmo no meio das nossas diferenças de como educamos, como falamos com eles, o que fazemos e como fazemos.

Um Xi-💙 bem apertado a todas as mães!

Beijocas!!!

Uma Aldeia que gostei muito de conhecer

O marido foi aproveitar para dar mais uns quantos quilómetros à mota, esperava-se um fim de semana a dois com muito mimo à mistura, mas eu não sou de ficar por casa, sobretudo se souber que há sol e coisas a acontecer por aí.


Havia um sítio que andava para visitar há imenso tempo com uma amiga e seu filhote, e nem de propósito, havia um evento para crianças a partir dos 2 anos a acontecer este sábado, foi o fim de semana perfeito para isso!


Agendámos e lá fomos até à Aldeia.

A-DO-RA-MOS!!! Miúdos incluídos!


O espaço é enorme e tem um local reservado para as crianças brincarem repleto de tudo, carros, bonecas, casinhas, cozinhas, instrumentos musicais e outras tantas coisas.

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Com tanta diversão, os miúdos ficam absorvidos nas brincadeiras e os pais podem tomar café e conversar calmamente enquanto lhes deitamos um olho.
Há actividades de todo o tipo, workshops e conversas sobre os mais variados temas a acontecerem diariamente. Monotonia não paira por ali.
O espaço tem uma sala à parte onde podemos inclusive organizar festas de aniversário e onde decorrem os espectáculos tal como o que fomos ver “O leão e o ratinho”.

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O Tiago e o amigo Tomás gostaram da peça e no fim foram dar beijinhos e abraços aos 3 actores que gentilmente retribuiram os sorrisos e ternuras.

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Havemos de voltar, nem que seja para um simples café, mais demorado!

Visitem a página de Facebook da Aldeia para saberem mais acerca deste local e das actividades que têm de segunda a sábado. Recomendo, sobretudo a mães que estejam por casa com os seus bebés. 

 

Como se costuma dizer, é preciso uma aldeia para criar uma criança, pois nesta Aldeia já não falta tudo!

Beijocas!!!

Uma semana de férias recheada de novas emoções

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(a minha pessoa pequenina...)

 

Esta sim foi a primeira verdadeira Páscoa do Tiago, aquela em que ele percebeu o que era ser pessoa e desfrutou um poucos de tudo, sobretudo pelo próprio pé!

Desfrutou de estar de férias com os papás e passear por Lisboa. Entre visitas ao Estádio do Glorioso, passeios pelo Chiado e ver dinossauros no Fórum Sintra, só porque nos apeteceu ver a reação do Tiago aos dinossauros.
(Próxima visita a estes monstros jurássicos haverá de ser no Dino Parque na Lourinhã. Quem alinha?)

Desfrutou de estar com os avós em Sernancelhe, ver neve a cair (pouca, mas viu!), brincar com a prima Gabriela e o primo Zé Miguel, de participar na procissão no dia de Páscoa (mesmo que isso tenha sido feito maioritariamente em braços ao colo da mãe), de caçar ovos de chocolate e de o provar pela primeira vez ... e não gostar.

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Ai a caça aos ovos que os avós prepararam com tanto amor!😊

Arranjaram ovos e coelhos de chocolate, arranjaram palha para fazer ninhos onde colocámos os ovos e estavam muito mais excitados que o Tiago por saírem para o jardim em busca dos mesmos com ele!
Foi tão engraçado!

Galochas nos pés e cesta feita pela bisavó, lá se lançou ele na caça aos ovos!
A princípio o Tiago não estava a perceber nada do que se estava a passar, mas assim que encontrou os primeiros ovos continuou a brincadeira e queria mais!
Os avós deliraram e recordaram idos tempos em que preparavam isso para mim e para o meu irmão. A bem da verdade, eu também achei imensa piada e lembrei-me desses tempos tão inocentes.

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A avó prometeu mostrar-lhe “mémés” e naõ mais se calou, tanto não se calou e não esqueceu que, em jeito de chantagem emocional, começou a chamar a avó de “avozinha” só para ela o levar mais vezes a ver os “mémés” 😏
Para além de ovelhas, viu porcos e um ganso, cabras, cavalos e burros. Embora já tivesse visto maior parte destes animais numa quinta pedagógica, desta vez percebeu o que estava a ver. Eu e o R. até já pensámos em voltar à quinta pedagógica no próximo fim de semana só para ele “consolidar a matéria”.

Assim se passou a nossa semana, por entre família e amigos, a reforçar laços e armazenar afetos!

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Boa semana!

Beijocas!!!

Educar é dar dois passos em frente e logo a seguir dar um grande passo para trás, para corrigir...

Nunca tinha percebido tão bem como agora, qual o verdadeiro sentido de "dar dois passos em frente e um para trás".
Com uma criança pequena, que mal se consegue exprimir (embora o Tiago já diga imensas palavras), mas que já sabe o que quer e até que ponto nos vai tentar "quebrar", sentimo-nos constantemente a dar dois passos em frente e um para trás.

Sempre que lhe apresentamos situações novas, sabores novos, actividades novas, ele até gosta, ele até se aguenta (durante algum tempo), mas a verdade é que chega ali a uma certa altura em que parece que já não sabe lidar com aquilo porque já não é novidade e na verdade ainda não consegue gerir as emoções e a excitação de toda a situação nova e a mesma acaba por descambar.

Sempre que algo descamba, ficamos sem perceber o que se está a passar e só passado um bom par de vezes em que a coisa não corre bem é que nos lembramos, "se calhar ele ainda não consegue gerir isto e o melhor é dar um passo atrás".
Só que nos entretantos, enquanto não percebemos isso, andamos com os nervos à flor da pele, com a paciência em modo "poupança de bateria", quando a solução é tão simples quanto: "vamos voltar atrás e repor tudo como estava antes, tentamos isto mais tarde".

Cá por casa já houve algumas experiências que tiveram de levar um retrocesso, tais como, deixar o Tiago comer sozinho ou dar ao Tiago total acesso aos lápis e folhas de papel.

O Tiago a comer sozinho:
Nas primeiras vezes a coisa até correu relativamente bem. Mas entretanto a coisa descambou. Descambou o Tiago, que atirava tudo ao ar ou para o chão, descambámos nós que já estávamos a dar em malucos de tanto tentar que ele entendesse que a comida não deve ser tratada assim, e descambamos entre nós, tudo a ralhar de um lado para o outro sem nos escutarmos, no verdadeiro sentido da palavra.
Era o Tiago a dizer-nos, sem dizer é claro, que não estava a saber gerir a situação. Éramos cada um de nós a não entender que se calhar a situação melhorava se voltássemos ao cenário anterior...

Foram birras incessantes durante as refeições. Eu já não sabia o que fazer e entretanto tentava lidar com a situação de me recordar o que foi o meu "calvário" de criança em que eu não queria comer, e não comia mesmo, e os meus pais me obrigavam a comer.
Quando uma criança não come, mas sabemos que na hora em que tiver fome vai pedir algo, tudo bem. Mas sendo o Tiago tão pequeno, não sabendo se o fará, ficamos sem saber lidar com a situação e tentamos ao máximo que ele coma.
Voltámos atrás e o Tiago deixou de comer sozinho. Fomos dando alguns alimentos que lhe são fáceis de agarrar com o seu garfo e a refeição é feita assim, com muita paciência e comida jogada ao chão.
Agora as refeições já são mais serenas. Não o deixamos em modo “kit mãos livres”, vamos gerindo a situação e sempre que percebemos que ele não está a atinar, passamos nós a dar-lhe a refeição.

O Tiago com acesso livre aos lápis e folhas de papel:
Começou por uma brincadeira com as primas, acesso livre aos lápis de cor e ao papel para desenhar.
A princípio não abusou. Pegava numa folha e num lápis e rabiscava.
Depois veio a tontice e o querer muitos lápis não mão ao mesmo tempo, o querer uma folha de papel nova depois de ter feito apenas um risco na folha anterior. Tivemos de lhe tirar o copo dos lápis e as folhas do seu alcance. Vai tendo um lápis ou outro, disponíveis e as folhas vamos controlando a necessidade. A verdade é que mais uma vez o facto de termos voltado atrás e reposto o ambiente ao modo acesso reservado, tudo se resolveu.
Entretanto já lhe voltámos a dar os lápis e agora sim a situação gere-se melhor.

Grande lição:
No dia em que nos escutamos, uns aos outros, e decidimos voltar a fazer tudo como dantes, tudo melhorou.

Agora vou ali reflectir mais sobre o assunto e fazer um post-it gigante:
"talvez tenhamos que dar um passo atrás e tudo melhora", "voltamos a tentar isto mais tarde".


PS: este post foi escrito há mais de um mês. Deixei-o aqui a marinar para ter a certeza de que o que tinha escrito se confirmava. E confirmou! Vale a pena dar o tal passo atrás!

Beijocas!!!

Manifesto: Porque os avós deviam ser um dado adquirido no dia a dia de cada neto (parte 2)

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Os avós são uma espécie de pais melosos, uma espécie de pais que não castigam, uma espécie de pais que "estragam" com mimos, uma espécie de pais que fazem tudo para os netos , mesmo aquilo que nós, os pais "chatos", pedimos para não darem ou não fazerem. 

Mas não será esse o papel deles, o de darem aos netos tudo, sem conta nem medida?! 

O serem o mais permissivo possíveis, coisa que não foram assim tanto com os próprios filhos?! 

Não serão eles uma espécie de segundos pais que nunca ralham, nunca castigam, nunca ficam zangados?!

São isto e muito mais! São as pessoas a quem rapidamente recorremos se algo se passa, se o nosso filho adoece e precisamos de conselhos; que nos dizem, por vezes com demasiada sinceridade, que estamos a exagerar com alguma coisa, que devemos abrandar o ritmo e gozar os nossos filhos. 

Eles já passaram por isto, eles sabem o que são muitas das coisas que nós vamos passando com os nossos filhos. Mesmo que tenha sido numa outra altura, o amor que se sente por um filho não é diferente, o que se faz por amor a um filho não é diferente. 

São uma espécie de pais com açúcar! Tudo quanto para nós é de um peso astronómico é para eles "peanuts"! Nem que seja porque quando chega à altura chata, o momento em que a birra estala, os pais tratam disso.

Eu ainda me lembro de ter feito muita coisa com a minha avó, muita coisa que não teria feito com mais ninguém. 

Dormir com a minha avó em modo "cadeirinha" o vulgo modo "conchinha" de hoje em dia, ter apanhado amoras silvestres e ter comido tantas que a minha boca ficava roxa!, ter bebido água da ribeira porque era mais fresca que a da garrafa!

Quero que o Tiago aprenda a pescar, a apanhar pinhas, castanhas e míscaros com os avós!

Quero que tenha as próprias memórias dos avós!

 

Conviver com os avós faz-nos perceber porque se devem respeitar as pessoas mais velhas: elas têm sempre mais alguma coisa para nos ensinar. Nós ainda não vimos tudo o que eles já viram! Vimos talvez sim outras coisas. 

 

Conviver com os avós dá-lhes uma noção de família alargada, que não se cinge apenas a pai e mãe (por muito importante que sejamos para os nossos filhos).

 

E por isso mais uma vez decreto que os avós sejam transferidos para perto dos netos, já! (Continua a não poder ser?! Pronto... Ok...😒) 

 

Então...

 

Beijocas!!!

 

Manifesto: Porque os avós deviam ser um dado adquirido no dia a dia de cada neto!

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A relação que o Tiago tem com os avós é aquela possível e possibilitada por viagens de pelo menos 3 horas para ir e mais 3 horas para voltar ou então a da distância de um click no Skype.

Não é de todo a relação que gostava que ele tivesse com os avós. Gostava que fosse uma relação muito mais presente.

Adorava que ele pudesse ver os avós todos, todos os dias.

Que às quatro e meia da tarde estivesse a sair do infantário pelas mãos dos avós para ir até ao parque gastar a energia que ainda lhe resta depois de um dia de brincadeiras e muita aprendizagem no infantário.

 

Mas o mundo não é perfeito e temos que nos fazer à vida e aproveitar os poucos momentos em que eles estão juntos para que ele crie memórias dos bons momentos passados com os avós.

 

 

Desde há pelo menos dois mês que o Tiago consegue identificar os avós, quer em fotografias ou pelo Skype. Desde então sempre que os vê, embora não lhe salte logo para o colo, reconhece-os. Passado 10 minutos já está a saltar-lhes para o regaço.

Os avós então ficam em êxtase a cada vez que estão com ele pois notam-lhe diferenças gigantescas, é o que dá morarmos todos tão longe... Há coisas que acontecem, que o Tiago faz ou diz e que eles nem saboreiam😔

 

Os avós maternos estiveram por cá e até o foram buscar ao infantário mais cedo uns quantos dias.

Nesses dias estavam os 3 numa euforia que só visto!😊

O Tiago nem a soneca de fim de tarde fazia e por isso andva tonto de sono, brincando como se não houvesse amanhã! Dançava imitando o avô, fugia e escondia-se para brincar ao seu novo jogo preferido, o jogo do cu-cu, ria que nem um tonto a cada movimento!

É tão bom vê-lo a desfrutar dos avós! E os avós a desfrutar do tempo com ele!

 

O Tiago tem um amor louco pelos avôs, sim parece ter preferências...😏

Não sei do que será, mas eu e o R. achamos que pode ser da forma como os avôs e as avós falam com ele. Eles são mais terra a terra, e elas tendem a falar mais abebezado com ele. Sei lá... se calhar não tem nada a ver!

A verdade é que já sabe quem eles são quando os vê. Eu achava que isso só aconteceria mais tarde por não os ver todos os dias ao vivo, valha-nos o Skype!

Chama-lhes "Vó" e "Vô" sempre que os vê, ao vivo ou em fotografias, e até já sabe que o Tablet é para ver os "Vô" e "Vó" sempre que lhe pegamos 😊

Ainda sequer chegámos à altura em que os avós lhe fazem as vontades todas mas já o estou a imaginar a fazer deles farinha de tanto lhes moer o juízo a pedir tudo😂

 

Por tudo isto, decreto que os avós sejam transferidos para perto dos netos, já! (Não pode ser?! Ok...😒)

 

Então...

 

Beijocas!!!

 

Desabafos de uma mãe

Enquanto o Tiago era bebé, havia tempo para tudo e chegávamos sempre a cedo ao infantário e ao trabalho.
Agora que ele está mais crescido, e já tem vontade própria, tudo demora o dobro do tempo.

Para se vestir, parece um polvo, um polvo gigaaaante, com vinte braços e outras tantas pernas, parece uma enguia de tanto que se esquiva às nossas investidas para lhe vestir a t-shirt ou as calças. Esta tarefa não se está a tornar nada mais fácil😏

O acordar esse parece ter-se tornado mais fácil, até porque somos nós quem o acordamos, já não é ele que acorda sozinho chorando e reclamando a nossa presença. 

Eu acordo às 6:15 e ando a toque de caixa, a despachar-me, o Tiago acorda às 7:00 e é o R. quem trata dele (eu só lhe preparo o pequeno almoço) mas maior parte das vezes saímos de casa já passa das 8:00...😩
Sair de casa depois das 8:00 significa apanhar um trânsito desgraçado, chegar ao infantário já perto das 8:30 e eu ao escritório já quase às 9:00. Por consequência, isto significa sair do trabalho já depois das 18:00 e apanhar o Tiago no infantário já bem perto das 19:00.

Só um à parte:
Há mais alguém por aí com a mesma impressão que eu, que o trânsito no início do mês de Setembro fica um inferno, quase tão infernal como no mês de Dezembro nos dia que antecedem o Natal?
Andamos todos a reajustar rotinas e parecemos baratas tontas a revisitar o trajeto casa-escola-trabalho-escola-casa (ou outros trajetos) , a repensar o que podemos mudar para agilizar os nossos dias, a perceber que as férias acabaram e que os dias mais frescos se aproximam.

Nos dias que me correm menos bem, o final do dia não é nada melhor. Há umas tantas rotinas a fazer e ainda o jantar para preparar, banho para dar e Tiago para por na cama, com leitinho quentinho a acompanhar.

Fico em polvorosa sempre que não tenho tempo de qualidade com o Tiago durante o dia. Dá-me a sensação de estar a falhar enquanto mãe.
Por isso, há por vezes jantares que se atrasam e horas de dormir que se demoram no meio de abraços, beijos, histórias e brincadeiras, banhos que se prolongam com muitos risos à mistura e uma família cansada mas feliz a desfrutar do que é nosso: nós 3!

Chegamos ao fim do dia e só apetece encostar à box, desligar da tomada, fazer shut-down à nossa máquina humana. E por vezes desligo... fica tudo por fazer... pode ser que por obra das fadas-amigas-das-mães-e-pais tudo apareça feito na manhã seguinte, só que não...

Começo seriamente a pensar que dava bastante jeito ter mais um par de mãos a ajudar com os afazeres do fins de dia. E desse lado, como fazem para gerir melhor os vossos dias sem ajuda extra?

Beijocas!!!

Semana de férias mais a Norte

Fomos de férias a semana passada e soube-nos tão bem! Foi a nossa última semana de férias de Verão, o nosso (meu e do Rui) regresso às viagens de descoberta de lugares. Sempre fomos muito fãs de nas nossas férias reservarmos uns dias para palmilhar ruas de cidades, vilas ou aldeias. Desde que tivemos o Tiago que ainda não tínhamos feito isso, mas... Foi desta! E fomos para Norte!

 

Primeiros dias pela zona de Guimarães e depois rumámos a Santiago de Compostela.

 

Em Guimarães ficámo-nos por Castelões, casamento de um amigo em que fui madrinha!DSC01671.JPG

O Tiago adorou andar por lá, liberdade total no exterior, viu galinhas e assustou-se, comeu figos da árvore e adorou, beijocou a G enquanto a chamava de bebé (como se ele fosse muito grande😜) e com o ZM brincou com carrinhos e leram histórias (ou melhor, mandaram-nos ler).

 

Rumo ainda mais a Norte, fomos a Santiago de Compostela. Tinha que lá levar o Tiago mais cedo ou mais tarde. Como já íamos para Norte, decidimos acrescentar este destino às nossas férias.

Mais uma vez Compostela não desiludiu, recebeu-nos com chuviscos matinais e prendou-nos com um sol estonteante à tarde. Da única vez que lá tinha ido, também algures num mês de Setembro há já uns largos anos, Compostela tinha-nos recebido assim, com chuva. Mas mesmo assim as memórias são boas!

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Desta vez, e ainda que a chuva não nos tenha deixado tirar muitas fotos, valeu a pena recordar como já tinha sido feliz por ali e ver o Tiago correr por entre as ruas da cidade velha.

Passeámos no centro da cidade, visitámos a Catedral, que alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus (a visita a este túmulo marca o fim dos Caminhos de Santiago, ou Via Láctea). Deambulámos pelas ruas da zona velha, onde quase todas as ruas têm arcadas que nos fazem remontar a séculos passados e onde vamos podendo abrigar-nos da chuva. A cidade velha, é desde 1985 considerada Património Mundial da UNESCO, e de forma bem merecida.

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 Fomos ainda conhecer a Cidade da Cultura da Galiza, no monte Gaiás. A obra é gigantesca, magnânima, diferente! Vale a pena a visita, quer pelas vistas sobre a cidade de Satiago de Compostela, como para apreciar os edifícios desta Cidade da Cultura, alguns ainda em construção. Há também um parque infantil onde os pequenos podem gastar a energia e os pais podem relaxar um pouco.

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O grande senão foi não termos encontrado em lado algum uma refeição decente para um bebé. As "nossas" sopas tais como as conhecemos, não existem por ali (experiemtem pedir uma sopa a que eles chamam de consomé de fidéus e verão o que vos sai...) e por isso foi preciso fazer uma ginástica muito grande para alimentar o Tiago, basicamente pouca ou nemhuma sopa, alguns legumes e proteina.

Foi esta a nossa grande razão para voltar mais cedo a território português.

 

Na volta a casa parámos para almoçar em Ponte de Lima. Que bela localidade!

Ainda pudemos conhecer a MC, a "namorada minhota" do Tiago, que é um doce! Não fosse o Tiago estar adoentado e teríamos ficado por ali uns dias a aproveitar a festa das "Feiras Novas"!

 

Foram mais de 1100km em 5 dias e que bem soube passar uns dias diferentes, a descobrir sítios novos, percebendo que o Tiago até se adapta bem a viagens de descoberta. Basta que da próxima vez o destino inlcua sopas e isto ainda corre melhor :)

Mas realmente não há nada melhor que voltar ao nosso lar!

 

Os últimos dias de férias foram passados em descanso absoluto por casa e ainda a desfrutar da nossa Lisboa, a repor rotinas de sono e a preparar as semanas que aí vêm.

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Agora sim, bom regresso ao trabalho e à escola, para todos!

 

Beijocas!!!

Ontem fomos ali à Tailândia e voltámos... ou então fomos só ao Bombarral

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Não havia planos para o feriado, não havia sequer muita vontade de fazer grande coisa... até que o R. se lembrou de irmos visitar o Bacalhôa Buddha Eden no Bombarral.

 

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Andávamos há anos para ir visitar aquele jardim oriental edílico que foi construído como forma de protesto aquando da ordem de destruição dos Budas Gigantes de Bamyan em março de 2001, por ordem do governo fundamentalista Talibã. Estes dois Budas Gigantes tinham mais de 1500 anos e ao que parece incomodavam...

 

O jardim é gigantesco, conta com quase 35 hectares, e nessa imensidão, que podemos percorrer a pé ou de comboio, há budas, pagodes, soldados de terracota e esculturas africanas que nos levam a esquecer que continuamos em território português, levando-nos a uma mini-viagem pelo mundo a oriente.

O espaço é pago por todos os que tenham mais de 12 anos (€4) e podemos acrescentar uma viagem de comboio ao pacote (mais €3). Podemos entrar com carrinhos de bebé e até com cães, estes últimos devem estar devidamente identificados e com trela. Há um parque de estacionamento gigante à entrada, mesmo junto da bilheteira.

 

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Decidimos percorrer o espaço a pé e desfrutar de todos os recantos.

O Tiago correu e saltou por tudo quanto pôde e até quis subir a um buda!

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Fomos parando para descansar e repor energias. No jardim encontram-se locais de restauração onde podemos inclusive pedir para aquecer a sopa dos pequenos. Viva a boa vontade de se receber bem!

O espaço transmite mesmo calma, pese embora que obviamente estava cheio de gente, mas nada de que não nos consigamos alhear. Os espaços verdes onde podemos deitar-nos e desfrutar do bom tempo, os espelhos de água que refletem o céu, os nenúfares nos lagos, onde se espera ver uma rã a saltitar e as carpas Koi que nos vêm dar as boas vindas são algumas das coisas que podemos apreciar.

O que mais me fascinou foram os gigantes budas dourados na zona da escadaria central!

 

Aproveitámos ao máximo esta nossa manhã em família e a manhã nublada ajudou a que pudéssemos estender um pouco mais a visita para podermos aproveitar e conhecer quase tudo... sim ficaram muitos locais do jardim por visitar. Havemos de voltar!

 

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Mais uma memória de família criada, mais um espaço novo visitado!

 

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Beijocas!!!

15 meses do meu pequenito!

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Com o Tiago a fazer 15 meses no passado sábado e a certeza de um dia bem passado em família, decidimos rumar a Coimbra pela fresca para visitarmos um lugar mágico da infância de muitas crianças.

Fomos visitar o Portugal dos Pequenitos!

 

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Este lugar é mágico, quem já o visitou, em criança, sabe bem ao que me refiro. A promessa de um dia diferente e bem passado, a explorar casas e casinhas, casotas e casarões de todo este Portugal e ainda casa de culturas diferentes por onde os nossos antepassados andaram de viagem e descobertas!

O poder entrar e fazer de cada uma daquelas casas um local de brincadeira, um verdadeiro corropio de entra e sai, uma risota por entre portas e janelas semiabertas que se escancaram às delicias de qualquer criança que tem o tamanho certo para as mesmas. É como viver no conto da Alice no Pais das Maravilhas em que o que aconteceu, foi as casas terem encolhido.

 

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O Tiago teve uma manhã em cheio em que nem o sono o demoveu de entrar e sair de cada casa, de fazer cucu a cada janela, de se rir à gargalhada a cada cantinho novo que encontrava, e isto na companhia das primas que se deliciaram de volta dele e de todos os recantos deste parque.

 

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Foi um dia diferente, com direito a conhecer a beira do Mondego e de poder brincar com os tios, primas e avós. Um dia de excitação que o deixou KO ao chegar a casa.

 

Aconselho vivamente a visita a este lugar fabuloso quando a criançada já caminha, para poderem eles próprios desfrutarem de tudo quanto puderem.

 

Beijocas!!!

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