Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

Educar é dar dois passos em frente e logo a seguir dar um grande passo para trás, para corrigir...

Nunca tinha percebido tão bem como agora, qual o verdadeiro sentido de "dar dois passos em frente e um para trás".
Com uma criança pequena, que mal se consegue exprimir (embora o Tiago já diga imensas palavras), mas que já sabe o que quer e até que ponto nos vai tentar "quebrar", sentimo-nos constantemente a dar dois passos em frente e um para trás.

Sempre que lhe apresentamos situações novas, sabores novos, actividades novas, ele até gosta, ele até se aguenta (durante algum tempo), mas a verdade é que chega ali a uma certa altura em que parece que já não sabe lidar com aquilo porque já não é novidade e na verdade ainda não consegue gerir as emoções e a excitação de toda a situação nova e a mesma acaba por descambar.

Sempre que algo descamba, ficamos sem perceber o que se está a passar e só passado um bom par de vezes em que a coisa não corre bem é que nos lembramos, "se calhar ele ainda não consegue gerir isto e o melhor é dar um passo atrás".
Só que nos entretantos, enquanto não percebemos isso, andamos com os nervos à flor da pele, com a paciência em modo "poupança de bateria", quando a solução é tão simples quanto: "vamos voltar atrás e repor tudo como estava antes, tentamos isto mais tarde".

Cá por casa já houve algumas experiências que tiveram de levar um retrocesso, tais como, deixar o Tiago comer sozinho ou dar ao Tiago total acesso aos lápis e folhas de papel.

O Tiago a comer sozinho:
Nas primeiras vezes a coisa até correu relativamente bem. Mas entretanto a coisa descambou. Descambou o Tiago, que atirava tudo ao ar ou para o chão, descambámos nós que já estávamos a dar em malucos de tanto tentar que ele entendesse que a comida não deve ser tratada assim, e descambamos entre nós, tudo a ralhar de um lado para o outro sem nos escutarmos, no verdadeiro sentido da palavra.
Era o Tiago a dizer-nos, sem dizer é claro, que não estava a saber gerir a situação. Éramos cada um de nós a não entender que se calhar a situação melhorava se voltássemos ao cenário anterior...

Foram birras incessantes durante as refeições. Eu já não sabia o que fazer e entretanto tentava lidar com a situação de me recordar o que foi o meu "calvário" de criança em que eu não queria comer, e não comia mesmo, e os meus pais me obrigavam a comer.
Quando uma criança não come, mas sabemos que na hora em que tiver fome vai pedir algo, tudo bem. Mas sendo o Tiago tão pequeno, não sabendo se o fará, ficamos sem saber lidar com a situação e tentamos ao máximo que ele coma.
Voltámos atrás e o Tiago deixou de comer sozinho. Fomos dando alguns alimentos que lhe são fáceis de agarrar com o seu garfo e a refeição é feita assim, com muita paciência e comida jogada ao chão.
Agora as refeições já são mais serenas. Não o deixamos em modo “kit mãos livres”, vamos gerindo a situação e sempre que percebemos que ele não está a atinar, passamos nós a dar-lhe a refeição.

O Tiago com acesso livre aos lápis e folhas de papel:
Começou por uma brincadeira com as primas, acesso livre aos lápis de cor e ao papel para desenhar.
A princípio não abusou. Pegava numa folha e num lápis e rabiscava.
Depois veio a tontice e o querer muitos lápis não mão ao mesmo tempo, o querer uma folha de papel nova depois de ter feito apenas um risco na folha anterior. Tivemos de lhe tirar o copo dos lápis e as folhas do seu alcance. Vai tendo um lápis ou outro, disponíveis e as folhas vamos controlando a necessidade. A verdade é que mais uma vez o facto de termos voltado atrás e reposto o ambiente ao modo acesso reservado, tudo se resolveu.
Entretanto já lhe voltámos a dar os lápis e agora sim a situação gere-se melhor.

Grande lição:
No dia em que nos escutamos, uns aos outros, e decidimos voltar a fazer tudo como dantes, tudo melhorou.

Agora vou ali reflectir mais sobre o assunto e fazer um post-it gigante:
"talvez tenhamos que dar um passo atrás e tudo melhora", "voltamos a tentar isto mais tarde".


PS: este post foi escrito há mais de um mês. Deixei-o aqui a marinar para ter a certeza de que o que tinha escrito se confirmava. E confirmou! Vale a pena dar o tal passo atrás!

Beijocas!!!

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D