Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

My Love Story

Mãe de primeira viagem, vivi deslumbrada com esta nova história de amor que se vai escrevendo desde a minha gravidez! Partilho agora os nossos momentos, os bons e também os menos bons...

Experienciei talvez a pior das sensações que já senti enquanto mãe

Fim de tarde, estava sol e saímos para o jardim para aproveitar o bom tempo antes de jantar.No jardim andavam mais uns quantos miúdos com as respectivas mães.

O Tiago e um desses miúdos travaram conhecimento e brincavam, até que esse mesmo miúdo atirou com algo ao Tiago que parecia ser uma folha. Desvalorizei por pensar que a criança não repetiria a proeza.

Mas repetiu, repetiu e foi com algo que magoou o Tiago. Ele saiu de lá a correr para os meus braços a chorar e o meu coração despedaçou-se.

Deveria ter afastado o Tiago daquele miúdo assim que lhe atirou com algo? Deveria ter saído dali imediatamente?
Questionei-me e ainda me questiono se fiz o que devia naquela altura, se não poderia ter feito melhor enquanto mãe e evitado a situação, evitado que o Tiago tivesse sido magoado.
A verdade é que são crianças e que nem sempre têm noção plena do que fazem e não conseguimos prever as ações que vão ter, nem as dos outros nem sequer as dos nossos.
No final desse dia, já depois de o ter deitado, a emoção/angústia veio toda ao de cima e chorei, chorei baba e algum ranho e desabafei com o Rui o que me ia no coração. Tal como alguns de vocês, eventualmente, ele relativizou a situação e falámos um pouco sobre o que devíamos fazer e trabalhar daqui em diante com o Tiago, para que ele, não sendo o mau da fita, não seja o miúdo que se deixa bater/influenciar negativamente.

O meu coração de mãe não aguenta pensar que poderão haver dias em que ele estará a enfrentar situações destas e que eu, naturalmente, não estarei por perto para o proteger. Não que isto seja necessariamente mau, pois espero que ele aprenda a defender-se.

Ainda me vem outro pensamento à cabeça. Será que o Tiago me irá contar sempre que estas situações lhe aconteçam?

Será que me irá pedir ajuda para lidar com os sentimentos que essas situações lhe trarão? 

E o que posso eu fazer quanto a isso?
Como o posso ensinar a defender-se dos bully desta vida que lhe hão-de aparecer pela frente?
Que tipo de formação é preciso para educar crianças conscientes do espaço delas e do que devem fazer quando alguém lhes invade o espaço de forma negativa?


Percebi que vou ter de investir mais tempo a fazê-lo entender que tem de ser:
Consciente de si próprio, de forma a compreender qual o espaço que não deve deixar que os outros invandam.
Consciente de que não são apenas as aparências que definem o outro ou a si próprio, e que muitas vezes, demasiadas vezes, as aparências iludem.
Consciente de quais são as alturas em que deverá dizer: não! basta!
Consciente de que sendo todos tão diferentes, essas diferenças nos tornam a todos únicos e tão merecedores de igual respeito.
Consciente para aceitar que há o bem e há o mal, saber distingui-los e lidar com eles.
Consciente para se saber defender sem violência.

Ainda hoje, a esta hora, a sensação de alguma impotência para evitar que o Tiago possa passar por situações menos positivas, me consome. Mas não serão essas as situações pelas quais ele terá de passar para aprender a ser, estar e agir?


Cá estarei para ele, para o amparar sempre que me vier pedir colo por se sentir triste, lhe ensinar a ver o mundo de olhos bem abertos e a aproveitar tudo quanto o mundo tem para lhe dar, lhe dizer que é o filho mais lindo do meu mundo e que ninguém nunca lhe poderá dizer o contrário!

Questiono-me demasiado? Talvez! Sou mãe, mãe galinha, mãe helicóptero, mãe tigre, denominem isto como tenha que ser. Sou mãe e preocupo-me. Diz que é isto que mais nos carateriza a todas e nos torna tão iguais, mesmo no meio das nossas diferenças de como educamos, como falamos com eles, o que fazemos e como fazemos.

Um Xi-💙 bem apertado a todas as mães!

Beijocas!!!

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D